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Reunião de abril de 2015 da AGL

No dia 25 de abril de 2015 ocorreu mais um encontro dos membros da Academia Guaçuana de Letras. Os destaques foram a chegada do novo Acadêmico Ubaldino e a retorno da Acadêmica Maria Aparecida Fernandes Ramos. Vale lembrar que houve a leitura de diversos textos e música. O encontro terminou com a degustação de doces trazidos pela Acadêmica Maria Ignez. 

Confira algumas fotos tiradas pela Acadêmico Cícero Alvernaz:

Os Acadêmicos presentes

João Victor Rossi leu um texto emocionante em homenagem a sua ex-esposa

Cícero Alvernaz nos prestigiou com seu texto

Música!

Maria Ignez leu "Confusão no Galinheiro"

Seja bem-vinda de volta Maria Aparecida Fernandes Ramos

Fica o registro e a lembrança.
  

domingo, 26 de abril de 2015

Sempre contrariei a lógica e andei na contramão da história. Quando eu era adolescente, enquanto os meus coleguinhas torciam para o outro time, eu torcia para o Atlético. Enquanto eles brincavam de pega pega e às vezes brigavam, eu contemplava a Natureza e admirava as montanhas onde as nuvens encostavam e onde a chuva se prenunciava. Enquanto eles jogavam bola e se escalavravam, eu escrevia poesia, ou pelo menos tentava fazer alguns versinhos que nem eu mesmo entendia e muitas vezes rasgava o papel antes mesmo de terminar, e depois recomeçava. Enquanto eles falavam alto e gritavam, já aprendendo alguns palavrões, eu ficava quieto, ensimesmado em um canto, lendo alguma coisa ou simplesmente meditando. Sempre contrariei a lógica (se é que ela existe). No meu caso, ela nunca existiu, pois eu a driblei e me contentei em viver um pouco isolado, mas fui, por isto, gratificado. Cícero Alvernaz (autor)

quinta-feira, 16 de abril de 2015

DESCONSTRUÇÃO


Rodas coladas no sapato
Sem-Pernas sem pressa
sem pé nem cabeça
de corpo presente
solvente
ausente
Gato
sapato sem sola
Pedro Bala pedro cola
pedro esmola pedro amola
Pirulito de sapateiro
pedro penseiro cheirando
e cheirando e cheirando
e cheirando a festa e cheirando a sorte
cheirando descola do chão

dento da garrafa o mundo é mais suave
dentro da garrafa a avenida é dele

fora da garrafa emerge da margem
do coração da acumulação de capital
humilhação acumulada no coração menino
flutua no cartão postal da cidade
desafia a metrópole
desafina o corpo
quase voa pelos ares
da sua adrenalina engarrafada

surfista de engarrafamento
meia volta volta e meia Volta-Seca
capitão de areia da ampulheta
astronauta pisando seu próprio planeta
acrobata que você finge que não vê
tropeçando no céu
aspirando sua fuga
aspirante a notícia de morte sem nome
matéria desimportante
menor
"menor cheirando cola
atravessando a Avenida Paulista de patins
atrapalhando o tráfego"

Lucas Bronzatto (poeta)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Mogi Guaçu faz 138 anos hoje. Moro aqui há quase 43 anos e neste tempo todo, como tudo que existe, nossa cidade sofreu muitas mudanças. O crescimento desordenado afetou a qualidade de vida de sua população que hoje convive com uma realidade às vezes triste a até preocupante. O surto de dengue, tão comentado, é enfrentado por todos: uns tentando evitar essa doença "chata" enquanto outros estão lutando para se verem livres dela. O sofrimento é de ambos os lados. Mas Mogi Guaçu avança, apesar de todos os problemas, alguns estruturais, que parecem não ter solução. Sofre devido a algumas más administrações que judiaram muito dos guaçuanos, mas até aqui conseguiu superar todos os obstáculos graças ao seu povo trabalhador e que sempre acredita em dias melhores. Hoje, nossa cidade é o reflexo da grave crise que passa o nosso País, a qual ninguém consegue mais negar. Mas vamos em frente com força, disposição e destemor. Vida que segue! Parabéns Mogi Guaçu! Cícero Alvernaz, 09-04-2015.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

PÁSCOA


A Páscoa é Vida Nova,
mudança e Ressurreição.
Nela tudo se renova
para termos Salvação!

Páscoa e´novo nascimento
de Jesus vencendo o mal,
pensando bem no momento;
“A Páscoa e´novo Natal”!

Páscoa é novo Natal !
Isto é fácil perceber
Nela Cristo vence o mal
para que possamos viver.

Eu as vezes fico triste
Ao ver só ovos e festa,
Sem a mensagem de que existe
outra Vida depois desta.

Afonso J. Santos (Membro da Academia Guaçuana de Letras)