A Academia Guaçuana de Letras está organizando uma antologia de contos e poesias. A primeira da história da Entidade, contará com textos dos Acadêmicos ativos. Nomes importantes da literatura regional já estão confirmados. Confira a capa provisória:
segunda-feira, 28 de julho de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Cícero Alvernaz
Cícero Alvernaz é mineiro de Manhuaçu, nasceu no dia 20 de novembro de 1954 no Distrito de São Pedro do Avaí onde começou os seus estudos sendo um dos melhores alunos no Curso Primário. Começou a escrever e a se interessar pelas letras ainda na pré-adolescência dando assim os seus primeiros passos na mais tenra idade. Com o tempo, buscou e leu vários autores conhecendo assim a literatura propriamente dita. Isto o despertou para continuar o seu processo de criação. E não parou mais.
É escritor, cronista, educador, teólogo evangélico e colabora com a imprensa local há 30 anos. Já foi premiado em vários concursos de poesias e crônicas. É participante ativo da vida literária e cultural tendo colaborado com vários movimentos através da imprensa falada e escrita. É membro da Academia Guaçuana de Letras, cadeira nº 19, e tem como patrono o poeta Carlos Drummond de Andrade - e continua no seu afã de escrever e disseminar a sua arte onde se disponibilizar algum espaço.
Cícero Alvernaz crê que a literatura é uma das formas de desenvolver a inteligência, o senso crítico e a consciência do ser humano, como peça ativa e formadora de opinião nesta engrenagem complexa que é a convivência humana. Se cada um der a sua parcela, sem se omitir dentro do seu contexto, fatalmente teremos uma população mais consciente e, portanto, mais ativa e capaz de desenvolver melhor a sua missão como pessoa e como cidadão. Num País onde o povo pensa sobra menos espaço para conluios e descrenças.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Nossa vez de Viver da Acadêmica Eliana Silva
Um olhar atendo ao cotidiano
A Acadêmica Eliana Silva é autora do livro “Nossa Vez de Viver”. A obra reúne poesia, frases e crônicas da autora que cria a partir do que vivencia. Um livro tocante, sensível e que remete o leitor à reflexão sobre o que acontece todos os dias e não nos damos contas.
Encontramos também a “descoberta de si mesma” pela qual a autora passou. Nas páginas do livro poético há a sutil conclusão experimentada por alguém que parou para pensar. Um olhar calmo sobre o dia, as pessoas, os sentimentos. O leitor que se aventurar nas páginas de Nossa Vez de Viver vai sentir que está rápido demais; que é preciso pisar no freio e observar.
Eliana é consciente do seu papel; da sua missão de contar o que se perdeu na velocidade mundana. Sua inspiração é visual, mas de uma forma que não estamos tão acostumados. Um olhar, como já dito, calmo e observador. Silente para que não seja contaminado pelas vozes incessantes de fora. Um deleite para os mais antigos e um conselho aos recentes. Às vezes é preciso observar de verdade o que está acontecendo. O ideal seria fazer como a autora; ter um ritmo próprio, que caiba tudo e que siga. Como leitor, tive de parar o que estava fazendo para tentar chegar perto do que me era relatado. Como vitima da robotização que assola todas as pessoas, não pude ter os olhos de quem me contava sem que tivesse de abandonar a minha rotina. Talvez as páginas de “Nossa Vez de Viver” tenham me despertado ou pelo menos me fizeram lembrar de algo adormecido. Talvez, ainda, com a prática, seja eu também capaz de não precisar parar para observar.
Em suma, um livro capaz de fazer o cotidiano se transformar no que de fato é: uma dádiva única. Leitura recomendadíssima.
Paul Law (membro da Academia Guaçuana de Letras)
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Soneto ao Dia Nacional do Homem
Soneto ao Dia Nacional do Homem
(15 de julho)
Durante a viagem não vou por atalhos
Há uma emboscada, recebi o aviso,
Ladrões, salteadores e imensos galhos
Que ferem a alma e roubam sorriso.
Esse é o homem! Alguém sussurrou,
Pode ser meu pai, amigo, irmão,
Aquele que em mim, o amor despertou,
Que sonha acordado, tem bom coração.
Tem olhos de águia mirando o infinito
As pernas de cedro, do mais puro encanto,
Caminha seguro, nele acredito!
Chegou sem avisar, é arrebatador!
Cativante, gigante! Um semideus...
Humilde mensageiro do amor.
Fátima Fílon (membro da Academia Guaçuana de Letras)
Confira no link o soneto declamado por Luís José Braga Júnior:
https://www.facebook.com/photo.php?v=889863761027594&set=vb.100000119366588&type=2&theater
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Cordel da Copa do Mundo
A Acadêmica Fátima Fílon é bem conhecida das crianças e adolescentes de Mogi Guaçu. Sua literatura de cordel encanta os pequenos, além de incentivá-los a ler e escrever. Sempre atual, para o mês da Copa do Mundo, publicou o seu "Cordel da Copa do Mundo". Vejamos o começo:
O país está em festa
Tem bola bem preparada,
E ao atleta sonhador
A camisa reservada,
Avião rasgando o céu
Tantos carros na estrada.
O gramado está mais verde
É grande o contentamento,
Os países se uniram
E o fato eu apresento,
Este cordel vai contar
A arte deste momento.
Estrangeiros se preparem
Com reverência e respeito,
porque o solo aqui é nosso
E não temos preconceito
Seja bem-vindo, acredite!
Garantimos seu direito.
A Copa não acabou bem para nós brasileiros, mas isso não tira o brilho nem o mérito do cordel da Fátima Fílon. É a literatura alcançando o cotidiano; discretamente ganhando seu espaço na vida dos meninos e meninas da nossa cidade. Por que não do mundo? Os interessados podem continuar a leitura do cordel, encomendando a obra diretamente com a autora através do e-mail: fatimafilon@hotmail.com
Fica a dica.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Para Minha Mãe
Você não me deu a vida
Mas me ensinou a viver
Não me deu à luz,mas
Iluminou meus caminhos com seu amor
Você não viu meus primeiros passos
Mas me ensinou a ser firme na caminhada
Não me cantou canções de ninar
Mas alegrou minha vida com sua voz melodiosa
Não nasci de você,mas fui escolhida por seu coração
Você teve poucos anos de escola,numa vida simples
Mas foi de uma sabedoria sem medida,me espelhei
Em sua simplicidade,amor ao próximo e virtudes
Ensinou-me lições de vida,verdades imorredouras
Que norteiam todo o meu viver,meu orgulho
Só tenho que agradecer por tudo
Pois você me ensinou a SER o que SOU.
Homenagem à Dona Rita,uma mulher que Deus escolheu para ser minha mãe,às vésperas de lembrar seu falecimento que foi a 24 anos atrás,cuja presença continua viva em seus ensinamentos e exemplos de vida.
Rosely Rodrigues (Membro da Academia Guaçuana de Letras)
sábado, 12 de julho de 2014
DISCURSO DIALOGAL ENTRE JUSTINO DE ROMA
E TRIFÃO FILÓSOFO
JUDEU
TRIFÃO "O JUDEU"
Um dia de outono,
com as folhas rodopiando por sobre as esculturas e portais do Ginasium, o velho Justino de Roma, conta que
um velho filósofo encetou replicas propositais
ao jovem Trifão, que era, por desejo de suas altas especulações um filósofo sendo
ele judeu. Tritão, em seu âmago queria juntar sua profunda crença Deista ás
elucubrações da filosofia que prometia transcender o mais alto conhecimento místico
dos místicos. E assim, o velho pediu permissão a acompanhar Trifãoe fizeram
caminhando pelas alamedas do paço e das arcadas, com heras e trepadeiras floridas.
Com era intenção do
velho filósofo, ao terminar um longo diálogo com Trifão, testando-o em duros “embates,
onde da armaduras do conhecimento saiam chispas de fogo e as espadas eram
pesadas”. O velho filósofo conclui:
– Há muito tempo,
existiram alguns homens mais antigos do que todos estes considerados filósofos,
homens bem-aventurados, justos e amigos de Deus, que falaram inspirados pelo espírito
divino e, divinamente inspirados, predisseram o futuro que está se cumprindo
exatamente agora. São os chamados profetas. Somente eles viram e anunciaram a
verdade aos homens, sem temer ou adular ninguém, sem deixar-se vencer pela
vanglória; pelo contrário, repletos do Espírito Santo, disseram apenas o que
viram e ouviram. Seus escritos se conservam ainda hoje, e quem os lê e neles
acredita pode tirar o maior proveito nas questões a respeito do princípio e fim
das coisas e sobre aquelas coisas que o filósofo deve saber. Com efeito, eles
nunca fizeram seus discursos com demonstração, pois eles são testemunhas
fidedignas da verdade, acima de toda demonstração. Além disso, os
acontecimentos passados e os atuais obrigam-nos a aderir às suas palavras. É justo
crer neles também pelos milagres que faziam, pois mediante eles glorificavam a
Deus criador e pai do universo, e anunciavam a Cristo, seu Filho, que dele
procede. Em troca, os falsos profetas, cheios de espírito enganoso e impuro,
não fizeram nem fazem isso, mas atrevem-se a realizar certos prodígios para
espantar os homens e glorificar aos espíritos do erro e aos demônios. Quanto a
ti, antes de tudo, roga que as portas da luz te sejam abertas, pois estas
coisas nem todos as podem ver e compreender.
Isto demonstrou não
uma vitória, pois o velho mestre filósofo já estava aceptível, há muito às ideias
símiles de Tritão, discípulo no Ginásium, que poderia ser seu pupilo em sua
cadeira. Vez que o velho filósofo já estava jubilado. Mas o embatia exatamente
para medir a consistência daquilo que logo mais afirmaria Tifão.
- Ditas essas
coisas e muitas outras, que não é o caso de referir agora, o velho foi embora,
depois de exortar-me a seguir os seus conselhos. E eu não voltei a vê-lo mais.
Contudo, senti imediatamente que se acendia um fogo em minha alma esse
apoderava de mim o amor pelos profetas e por aqueles homens amigos de Cristo.
Refletindo comigo mesmo sobre os raciocínios
do ancião, cheguei à conclusão de que somente essa é a filosofia segura e
proveitosa. Desse modo, portanto, e por esses motivos, sou filósofo, e desejaria
que todos os homens, com o mesmo empenho que eu, seguissem as doutrinas do
Salvador. Com efeito, nelas há alguma coisa de temível e são capazes de comover
os que se afastam do caminho reto, ao mesmo tempo em que elas se convertem em
dulcíssimo descanso para aqueles que nelas meditam.
Também tu, se te
preocupas com algo de ti mesmo, se aspiras por tua salvação e tens confiança em
Deus, como pessoa que não está alheia a essas coisas, é possível para ti
alcançar a felicidade, reconhecendo o Cristo de Deus e iniciando-te em seus
mistérios.
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1. ADAPTAÇÃO DO AUTOR COM INSERÇÕES AO LONGO DISCURSO DIALOGAL: entre Justino de Roma (ou Justino Mártir) com o
filósofo judeu Trifão, ocorrido durante o segundo século d.C.
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