sexta-feira, 17 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
DESCONSTRUÇÃO
Rodas coladas no sapato
Sem-Pernas sem pressa
sem pé nem cabeça
de corpo presente
solvente
ausente
Gato
sapato sem sola
Pedro Bala pedro cola
pedro esmola pedro amola
Pirulito de sapateiro
pedro penseiro cheirando
e cheirando e cheirando
e cheirando a festa e cheirando a sorte
cheirando descola do chão
dento da garrafa o mundo é mais suave
dentro da garrafa a avenida é dele
fora da garrafa emerge da margem
do coração da acumulação de capital
humilhação acumulada no coração menino
flutua no cartão postal da cidade
desafia a metrópole
desafina o corpo
quase voa pelos ares
da sua adrenalina engarrafada
surfista de engarrafamento
meia volta volta e meia Volta-Seca
capitão de areia da ampulheta
astronauta pisando seu próprio planeta
acrobata que você finge que não vê
tropeçando no céu
aspirando sua fuga
aspirante a notícia de morte sem nome
matéria desimportante
menor
"menor cheirando cola
atravessando a Avenida Paulista de patins
atrapalhando o tráfego"
Lucas Bronzatto (poeta)
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Mogi Guaçu faz 138 anos hoje. Moro aqui há quase 43 anos e neste tempo todo, como tudo que existe, nossa cidade sofreu muitas mudanças. O crescimento desordenado afetou a qualidade de vida de sua população que hoje convive com uma realidade às vezes triste a até preocupante. O surto de dengue, tão comentado, é enfrentado por todos: uns tentando evitar essa doença "chata" enquanto outros estão lutando para se verem livres dela. O sofrimento é de ambos os lados. Mas Mogi Guaçu avança, apesar de todos os problemas, alguns estruturais, que parecem não ter solução. Sofre devido a algumas más administrações que judiaram muito dos guaçuanos, mas até aqui conseguiu superar todos os obstáculos graças ao seu povo trabalhador e que sempre acredita em dias melhores. Hoje, nossa cidade é o reflexo da grave crise que passa o nosso País, a qual ninguém consegue mais negar. Mas vamos em frente com força, disposição e destemor. Vida que segue! Parabéns Mogi Guaçu!
Cícero Alvernaz, 09-04-2015.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
PÁSCOA
A Páscoa é Vida Nova,
mudança e Ressurreição.
Nela tudo se renova
para termos Salvação!
Páscoa e´novo nascimento
de Jesus vencendo o mal,
pensando bem no momento;
“A Páscoa e´novo Natal”!
Páscoa é novo Natal !
Isto é fácil perceber
Nela Cristo vence o mal
para que possamos viver.
Eu as vezes fico triste
Ao ver só ovos e festa,
Sem a mensagem de que existe
outra Vida depois desta.
Afonso J. Santos (Membro da Academia Guaçuana de Letras)
sexta-feira, 27 de março de 2015
AOS CONTADORES DE HISTÓRIAS
No dia do Contador de histórias quero fazer uma revelação; é algo assim de assustar, de emocionar, de dar vida às palavras que estavam adormecidas no sótão dos nossos pensamentos e somente quem é inteligente compreenderá: Conto histórias em poesia, sim, porque a poesia toca profundamente a todos que se deixam tocar, que permitem que a vida simples seja transformada pelos bons sentimentos trazidos à Luz da compreensão. A poesia transforma, forma, e isso poucas pessoas compreendem. Penso, talvez não tenha sido escrito ainda o soneto desta minha amorosa maiêutica (meus partos de ideias), no entanto, minha experiência me diz que o Contador de Histórias precisa entregar-se às histórias, viver as mesmas e inventar novas...
Ah O Contador de Histórias esse criador de onomatopeias, que escreve para os jardins, milharais, para cebolas, para os carteiros, céus, mares e infinito; quer tornar dizível que a poesia ajuda a educar a sensibilidade de ler para dentro, para a alma da humanidade e do mundo. Que os produtos e as produções de cultura não mofem nas prateleiras da vida, que os corações se abram e se deixem tocar pela poesia, pela história e que as mesmas consigam sobreviver nesse mundo capitalista e selvagem em que vivemos. Muito obrigada pela leitura.
Fátima Fílon (Membro da Academia Guaçuana de Letras)
quarta-feira, 25 de março de 2015
Ao meu jeito: Desenhos
Ao meu jeito: Desenhos: ÓBIDOS VI | Desenho a lápis de carvão | 20x32 cm | Col.Particular Coelho | Desenho a lápis de cor | 17x24 cm | 2012 | Dis...
Reunião de março de 2015 da AGL
No último sábado, dia 21 de março de 2015, aconteceu o tradicional encontro literário dos membros da Academia Guaçuana de Letras. O evento foi marcado pela participação do Acadêmico Luís Henrique Rocha Campos, que leu a reflexão sobre a morte feita por Santo Agostinho. Ele também informou a todos que está preparando um livro em homenagem ao seu filho Guilherme. A Acadêmica Maria Ignez Pereira fez leitura de artigo político, atualizando toda a Academia sobre a atual situação vivenciada no nosso país.
O Acadêmico Mauro Martins trouxe poesia de Fernando Pessoa e texto de sua autoria. Diamantino Gaspar, por sua vez, apresentou fatos e curiosidades do passado da nossa cidade Mogi Guaçu. Os demais Acadêmicos sugeriram a criação de evento em homenagem aos Acadêmicos falecidos. Foi proposta a criação da "Medalha José Maria Duprat". A reunião se encerrou as 17h com a degustação dos doces trazidos pela Acadêmica Fátima Fílon.
O confrade Cícero Alvernaz, além de ler um poema de sua autoria, registrou algumas imagens:
Os Acadêmicos presentes
Mauro Martins declamando
Maria Ignez lendo artigo de jornal
Luís Henrique lendo Santo Agostinho
Cícero Alvernaz e o seu poema
Fica o registro e a lembrança.
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