domingo, 13 de novembro de 2016
sábado, 12 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
A LENDA DO NEGRINHO DO PASTOREIO - Folclore do Rio Grande do Sul
A "lenda" do Negrinho do Pastoreio
Folclore- Rio Grande do Sul- Brasil.
Espécie de anjo bom dos pampas que ajuda as pessoas a encontrarem as coisas perdidas.
É crença que tenha sido ele, no passado, um escravo guri
negrinho, que morreu por maus tratos. A ele como oferendas se oferecem
toquinhos (como reza a lenda) de velas e pequenos pedaços de fumo (de corda) -
para que ele ajude a encontrar animal bagual, ou demais solípedes e até coisas
de estimação perdidas.
A "lenda" do Negrinho do Pastoreio, cuja autoria é
atribuída ao pelotense (RS) João Simões Lopes Neto, adquiriu, com o tempo,
características de "mito". Contudo a lenda apresenta diversas
variantes como soe às lendas do folclore brasileiro.
Conforme acentua o antropólogo e mitólogo Rogério Rosa,
corrobora que há diferentes versões dessa narrativa, como, por exemplo, as de
“O negrinho do pastoreio”, “Negrito del pastoreo” e “el Quemadito” (ROSA,R. R.
G. ) “. A relação afro-ameríndia entre o Negrinho do Pastoreio e o Saci Pererê
na mitologia”; Antares: Letras e Humanidades. vol.5, n°10, julho-dez, 2013.
Também correntes, as versões de Cezimbra Jacques e a já
referida de J. Simões Lopes Neto, grande nativista e vivente das mais profundas
tradições rio-grandenses. Mas, em ambas o negrinho é um pobre escravo, sem eira
nem beira, solito sem ninguém por si, que de um cruel estancieiro sofreu
constantes maus tratos, terminando a narrativa de crueldades por colocar o guri
em um formigueiro, até que as formigas o matassem. Contudo, o negrinho,
arribando-se dos ferimentos e do lugar amaldiçoado, ergue-se do formigueiro
milagrosamente e segue ascendendo-se ao céu.
A Negrinho do Pastoreio são envidadas rezas e pedidos dos
crentes na história. É conhecido também por outros nomes similares e
acastelhanados: Negrito del Pastorejo, Crioulinho do Pastoreio, Crioulo do
Pastorejo, Crioulinho del Pastorejo
Esta lenda, genuinamente rio-grandense, tem inspirado ao
longo da campanha gaúcha, perpassando pajadores, cantadores nativistas,
regionalistas, cultuadores das lides pampeanas e forrando de inspiração
belíssimas páginas não só do cancioneiro regionalista, mas da literatura
gauchesca.
É interessante registrar lendas e mitos para aguçar nossa
percepção quanto às múltiplas formas que uma narrativa vai tomando de autor
para autor.
Mesmo oriunda de uma determinada região do país, em suas
localidades seja pela distância uma das outras, dificuldade das comunidades se
encontrarem, sobremodo retrocedendo-se ao passado, vão os mitos sofrendo
mutações, caminhando cada vez mais para o dramático o sofrido até a
santificação de um personagem mitológico.
Contudo não cabe aos antropologistas, historiadores,
contistas, mitólogos, teólogos, folcloristas e escritores em geral, provar isto
ou aquilo, lhes cabe retratar, contar, recontar, poetizar, juntar partes do
encontrável, produzir em performances ou obras de arte o folclore; teólogos:
levantar dados para a beatificação e posterior canonização; aos escritores
perquirir os possíveis caminhos para retratar a realidade ou aprofundar-se na
imaginação ficcional.
Raras vezes aqueles, caminham ao contrário, tornando o
personagem um pândego, devasso, descumpridor, embusteiro.
Casos há que existe uma reviravolta como o caso, por exemplo, de uma invenção moderna: o aparelho de televisão. Não há um único, inventor isolado, mas uma série de descobrimentos, pesquisas, peças, equipamentos, sensores, circuitos, até a modernização dos circuitos impressos e toda uma rede de aparatos que a envolvem. Neste caso parte-se de uma ideia, perquire-se um caminho e atingem o objeto das pesquisas experimentos, dando-o como pronto. Os acertos finais são filigranas.
Casos há que existe uma reviravolta como o caso, por exemplo, de uma invenção moderna: o aparelho de televisão. Não há um único, inventor isolado, mas uma série de descobrimentos, pesquisas, peças, equipamentos, sensores, circuitos, até a modernização dos circuitos impressos e toda uma rede de aparatos que a envolvem. Neste caso parte-se de uma ideia, perquire-se um caminho e atingem o objeto das pesquisas experimentos, dando-o como pronto. Os acertos finais são filigranas.
No conto mitológico ou lendário, não. Cada conto aumenta um ponto e cada autor tem sua versão, cada lugarejo conta a história com acréscimo, desbancado para o fantástico ou sobrenatural. Pior, muitos alegam terem visto a “coisa” de um jeito ou de outro. Sempre à noite e no escuro. A instalação da energia elétrica aos mais longínquos rincões, exorcizou a maioria dos fantasmas e monstrinhos, relegando-os ao folclore.
Assim as lendas para uns, pura verdade, a outros parece que sim, e uma grande totalidade "pero si, pero no"; acende uma vela para este conto e para o outro também. Assim, o autor, muitas vezes de sua exclusiva criação: o "causo" desgruda-se das páginas de seu livro e vai até a mente das pessoas e se transforma num fato verdadeiro, com visões e tudo...
Muito nos lembram os livretos de “cordéis”, onde muitos juram: ser verdade o que leram nos livretos comprados nas feiras. Ou para ilustrar mais - Sherlock Holmes que antropofagiou Sir Conan Doile, e passou a existir de forma autônoma, independente. E há quem acredite piamente que Holmes existiu. Para isso há o domicílio do detetive à Rua Baker Street, com os seus objetos pessoais. Sendo um dos pontos turísticos (um museu) mais visitados anualmente de Londres, e quanto mais "fog" para fazer "clima" melhor.
*****
Estimado amigo poeta, que
belíssima homenagem,
ao nosso 'Negrinho do Pastoreio'
encantada com o teu maravilhoso
texto,
parabéns, bjs Maria Iraci leal
(MIL.)
Coordenadora
AGL participa da Semana de Leitura do Senac
Ocorreu do dia 24 a 28 de outubro de 2016 a Semana de Leitura do Senac Mogi Guaçu de 2016. O evento homenageou o pedagogo e escritor Rubem Alves e contou com a presença dos membros da Academia Guaçuana de Letras.
No período da tarde do dia 24 de outubro os Acadêmicos Mauro Martins, Luís Braga e Paul Law fizeram a abertura da Semana de Leitura. O Acadêmico Mauro palestrou sobre curiosidades sobre Rubem Alves.
No dia 27, de manhã, os Acadêmicos Luís Braga, Paul Law e Samantha Lodi estiveram com os alunos do Senac numa roda de conversa. A Acadêmica Samantha palestrou sobre a "Escola da Ponte".
Fechando a Semana de Leitura, no dia 28, no período noturno, os Acadêmicos Paul Law, Angela Camargo e Maria Aparecida Ramos, participaram da roda de conversa com os alunos. O Acadêmico Luís Henrique participou da roda de conversa por alguns minutos.Nesta oportunidade a Acadêmica Angela palestrou sobre a concepção de ensino pregada por Rubem Alves. A Acadêmica Maria Aparecida relatou sua experiência nas escolas e os motivos que a impeliram a ser uma leitora assídua.
Fica o registro.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Fátima Fílon participa de peça "As desventuras de Maria pela noite e pelo dia"
A Acadêmica Fátima Fílon participa da peça "As desventuras de Maria pela noite e pelo dia" no ICA de Mogi Mirim. A apresentação da peça acontece nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2016, às 19h30 nas dependências da instituição.
A cordelista fez a abertura do evento neste dia 27, veja algumas imagens:
Fica o registro.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Ser Poeta
Ser poeta (20 de outubro – Dia do Poeta)
Olivaldo Júnior
Olivaldo Júnior
Um dia, quando eu menos esperava, passou um anjo de óculos e... Zum! me fez poeta, bateu asas e voou. De lá para cá, primeiro a lápis, depois à máquina e, mais recentemente, a teclado, deixo vir milhões de versos à luz de todos, porque a Poesia quer largar os livros, saltar dos sites e pular na boca e nos ouvidos de quem mais precisa. Eu sei que preciso escrever, mas há muitos que também precisam. E você?
Sexta-feira, à noite, conheci um jovem que tem feito das palavras sua forma de resistência às drogas. É um jovem muito humano, que se preocupa com o próximo e, através de suas letras, quer fazer um novo mundo para os outros e para si. “O importante é a mensagem”, disse ele. E é verdade. Muitas vezes, ficamos presos à métrica, à forma dos versos, o que é muito legal e vale muito, mas não é só isso. Ser poeta é só isso?
Não, ser poeta é bem mais que saber fazer uma trova, escrever um soneto, botar os pingos nos “is” e querer dominar todas as técnicas de escrita. Ser poeta é falar em público um poema, seu ou de alguém, pois o que vale, ao fim das contas, é o contato com as pessoas que querem do poeta o que ele tem de melhor: sua visão de mundo. Em que mundo você vive? O que tem feito de sua vida? Não sei, mas o anjo poeta sabe.
Ontem estive em uma companhia teatral daqui, a Parafernália. Houve música, dança, teatro e, é claro, poesia, que ninguém é de ferro! Num belo ambiente, bem lírico, o público se emocionou e pôde sentir a energia que a Arte nos dá. Energia que o senhor sentado à mesa comigo tem sentido, iniciando sua carreira teatral depois dos sessenta anos e se dando a chance de brilhar. Ser poeta é iluminar, mesmo apagado, o viver.
Dia 20 de outubro é o Dia do Poeta, data criada em 16 de novembro de 1999, durante a XXX Conferência Geral da UNESCO. Mas, assim como todas as datas comemorativas, o Dia do Poeta acontece todos os dias, quando alguém se senta e, seja num papel, seja numa tela, ambos em branco, deixam marcas, muitas pistas para um mundo em que todos podem estar, o da Poesia. Que venha o anjo de óculos! Amém.
16h45min
Mogi Guaçu, São Paulo, dezoito de outubro de 2015. (Postado por Cícero Alvernaz)
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