quinta-feira, 24 de novembro de 2016

SURPREENDA-NOS PAI



Surpreenda-nos Pai...

Todas as idades nos reservam surpresas impactantes,
Não importa
Quanto jovem fomos para os dons e bençãos.
Certamente
Já na velhice teremos
Com nossa presença a quem precisa,
Uma simbiose de corpo e alma apaixonante...
Que nos leguem bendita sinergia,
Aproveitemos
Os momentos que se nos oferecem,
Sejam ou não grandes e incríveis,
Com muito ou pouco néctar de energia.,
Talvez seja este,
O segredo das pessoas inesquecíveis.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Posse dos novos Acadêmicos, novembro de 2016

No dia 19 de novembro de 2016, por volta das 15h no auditório da FIMI (Faculdades Integradas Maria Imaculada), ocorreu a posse de quatro novos membros da Academia Guaçiana de Letras. São eles:

Angela Camargo Freitas;
Luís José Braga Junior;
Izilda Alves de Oliveira Rocha Campos e
Ubaldino João dos Santos. 

Embora o Acadêmico Ubaldino não tenha comparecido à solenidade, o presidente da AGL o declarou empossado. No final os Acadêmicos realizaram sua tradicional confraternização de fim de ano, veja algumas imagens:

Todos os Acadêmicos presentes


Angela recebendo o diploma da AGL

Luís Braga recebendo o seu diploma de Fátima Fílon

A escritora Isa de Oliveira é a mais nova Acadêmica da AGL

Augusto Legaste e Angela


Fica o registro. 

domingo, 20 de novembro de 2016

VELHO AURÉLIO























VELHO AURÉLIO ‘

‘Sendo velho,
A vida ralha
Como relho, ‘
Diz pra si 
O velho Aurélio.
Que já não mais 
Dobra o joelho...
Não levou
‘Vida canalha

Nem de gaudério, 
Tal vida não leva
Por mortalha,
Na longa estrada
Desta batalha... ’




















Só na sombra
Da Pedra Grande
Desgastada,
Por derradeiro
É que pediu:
‘Ser a última morada,
Deste velho peleador. ’
Sua nora
O acompanha,
Confortando sua dor
Na diuturna campanha!
Nara, a jovem
Que não ralha,
O ajuda com as
Rotas tralhas
Ela e o marido Aran
Nunca lhe puseram
Cangalha.
Aran filho,
Nara a nora,
Sejam benditos,
Este velho  
Quer-vos abençoar
e se não for pedir muito:
‘Quero jazer 
Na sombra
Da Pedra Grande,
Do relho não desfazer
Pra tundar alma penada,
Das que nunca
Fizeram o bem, 
Só maltratar
Só malfadar
Todo mundo,
Sem nunca 
Amar ninguém!’




















E junto às tralhas,                                                                                                                     O fiel amigo cusco
Também velho,
Se enrodilha
Nas botas
Do velho Aurélio,
Que camperearam
Tanta coxilha.
O velho cusco
Quer a custo:
A ovelha,
O tordilho,

















A nora Nara,
E ao filho Aran,
Acompanhar
O rastilho...

Aurélio se atrapalha
A pegar água da talha,
E uma unção 
Nas Cabeças
Da nora Nara
E do filho Aran 
Pra benção
O velho espalha!
Pediu-lhes uma
Cruz de cedro,




















Feita por Ordec
O velho Inca Xiru
E seu filho Acní,
Descendentes
de velhos tribais
Vindos do Peru de
Artesãos ancestrais.
São amigos de
Oruam de quem
Não esquecem as obras
Nem o toponímico
De família de valor;
Sod-Sotnas;
De Grande Rio
Das Cobras
Morador.

























“Raios !”
Ralha Aurélio:
O raio é
Ser velho!
Rememorando
Seu açoriano pai. 
Apenas
Há penas:
Uma mais branda
Outra mais atroz
Dúvida e dor,
Nesta vida
A carregar 
Que remontam
Aos bisavós;
Nada mais terei
Além dessa
Cruz falquejada
E duas lágrimas
Pra derramar.

E em castelhano 
pra Ordec entender:
‘Donde están
Los otros sus
Hermanos? 
Muertos  los doce
y sus mujeres
No están...’











Antonte, de longe,
Vi todos c'os filhos 
P’ras bandas da Missão...
Entonces serão só cês dois
E meus dois benditos,
No meu velório? 
Bençoados
Sejam cês dois,
Que tiveram coração,
Ponto de pra duas dúzias
De veros viventes
Fazer vera repartição!
Mas tão todos perdoados,
Não são mesmo de parecença
os dedos da mesma mão.
Lembre meus
Dois filhos:
A Pedra pode ser 
Demais de grande
Mas sua  sombra
Que também é grande, 
Por cima de  minha cova
Não me assombra! 
Porque a pedra
Pode ser grande
Mas sua sombra
Que também é grande...
Não pesa nada!!






terça-feira, 15 de novembro de 2016

A POESIA, O TEMPO E O VENTO











A POESIA, O TEMPO E O VENTO

Aquele sentimento que nos foi tão intenso, 
Seguiu ao cadafalso sem salvas de flores, 
E as lágrimas tuas, por amor tão imenso,
Hoje meus algozes ao rufar dos tambores! 

[m.m.s.]








Retornar de um Tempo
Só o Amor com sua ciência
Nos retorna tão nascentes.
Nos retorna à inocência
O Amor nos faz carentes,

Doce passado adolescente
Onde o Tempo passou e levou;
Mas vivi esse amor ardente,
Que do coração não se apagou
Aquilo que minha alma regou;


Esse doce voltar somente,
O meu coração - guardou...!
(m.m.s)


“Coração aperta no peito
Morre um pouco mais
A cada dia que se vai...”
[Waulene]


Isto que se reflete - reflas, e se repete
Saibas que é a lágrima o sumo da vida,
Que sai quando se espreme o coração
Nesta malsinada vida, mas tão querida,
Inda embora repleta de maldosa ilusão!
(m.m.s)


Tempus fugit... 

Nunca cessa; como o vento que balouça as ramagens e poeticamente - meu “Eu”- mais antigo, pede licença: para dizer que são sim, as árvores que fazem o vento... São os grandes leques, não os de madrepérolas e rendas negras, mas os de folhas, flores e verde Esperança.

Quero pedir a licença do Grande Criador de todos os Poemas, para dizer também, que o tempo não existe lá fora, é o tique-taque dos relógios, o badalar dos carrilhões e o bimbalhar de todos os sinos que esculpem no tempo invisível a imagem do Invisível Tempo...
Quero que a imagem esculpida seja a mais linda materializada que jamais se viu por ninguém...!

Aquela escultura do ser amado, que o queremos vivo e eternizado... Aquela bela dama nostálgica, tão saudosa do amado que se foi... Queda os dias refletindo sobre o Tempo que lhe era tão belo; e esperando, ela espera... com os olhos perdidos no infinito, seu grande amor voltar...!

Aquele retrato pintado com arte sublimada, entremeando seu rosto no mais belo pôr-do-sol, à aragem das brisas e o alçado voo dos pássaros em silhueta contratada à palheta de cores!

Poetas e escritores, sois todos criadores, pelas suas contribuições ao Belo, ao Amor e à Paz - que de modo alado e encantado - nos fazem viajar entreabrindo as Cortinas do Tempo - folheando como um álbum de figuras, as esquinas antigas de minha alma serena ou em golfões de ira santa a "expulsar os vendilhões do Templo", no buscar mais profundo de nosso pensamento...


O arrepio do Vento e do Tempo inexorável e passante - a poética saga nos alenta, antecipando o Paraíso trazido ao real - iluminando os caminhos do derradeiro e incógnito final!