quinta-feira, 24 de maio de 2018

DE MANHÃ
De manhã
pode-se ver o brilho
do sol e do dia,
pode-se respirar poesia
em contato com a Natureza.


De manhã
pode-se contar
as gotas de orvalho
que pairam sobre a flor,
irradiando beleza.

De manhã
pode-se correr
pelos campos sem fim
e sentir o vento
a nos tocar com leveza.

De manhã
pode-se amar
o sol, o dia,
pode-se respirar poesia
com seu fulgor e beleza.

De manhã
a vida se faz transparente
como um colar, um presente,
e nos deixa assim mais contentes
e felizes, com certeza.

Cícero Alvernaz (autor), 24-05-2015.

Trovadoras do Guaçu em Taubaté


Eliana Teixeira da Silva e Maria Ignez Pereira, filiadas à UBT e à AGL (União Brasileira de Trovadores e Academia Guaçuana  de Letras), tiveram suas trovas classificadas no Concurso de Trovas de Taubaté/17. E lá estiveram elas, na tarde de 17 de março de 2018, no salão nobre do “Lions Club” taubateano, para a entrega solene dos  “Diplomas” lindamente coloridos.

Além de Domitilla Borges Beltrame (Presidente Nacional) e Luiz Antonio Cardoso (Presidente Estadual e da UBT Seção Taubaté) também estiveram presentes trovadores de Juiz de Fora, Pindamonhangaba, São Paulo e várias outras cidades paulistas.

Eliana ainda é novata em Trovas, mas já provou seu talento poético na primeira participação nestes Concursos, o que não é fácil, porque, entre cerca de 900 trovas, são selecionadas apenas 15  trovas em cada tema. E trouxemos para casa também o libelo do Concurso/2017 com todas as trovas premiadas.

Confira as trovas que “ficaram na peneira” para honrar o NOME de MOGI GUAÇU.

Tema ‘Carisma’ – Eliana
Carisma a gente conquista;
ninguém vai nos emprestar.
Quem nasceu sem, não desista.
Basta sua alma enfeitar .

Tema ‘Carisma’ –  Maria Ignez
Carisma é dádiva, é graça,.
que Deus dá só por amor
Partilhe a graça, de graça,
a quem lhe pede um favor.

Tema ‘Silêncio’ –  Maria Ignez
O silêncio, amigos meus,
é um mistério abençoado.
Você mais fala com Deus
quanto mais fica calado.

Fica o registro. 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

O vaso chinês



Conta uma antiga lenda chinesa que um velho monge, pressentindo a própria morte, decidiu eleger entre os seus discípulos aquele que seria o seu sucessor. Por ser um homem sábio e justo não poderia deixar que a predileção por algum de seus aprendizes influenciasse a sua escolha. Na verdade, embora a palavra final fosse sua, a escolha seria dos próprios monges, por isso, daria a eles uma tarefa difícil e a escolha recairia sobre aquele que conseguisse cumpri-la.

Numa manhã amena, quando soprava uma suave brisa no sopé da montanha onde se localizava o monastério, o velho mestre reuniu os dez aprendizes mais dedicados, os quais treinava havia anos, e lhes comunicou a sua decisão de escolher um sucessor por prever sua breve partida. Os jovens se entreolharam com tristeza, pois, embora soubessem que o mestre tinha idade bastante para partir, não desejavam perder sua companhia e deixar de beber dos seus ensinamentos. Ele os instruía desde a infância e era um verdadeiro pai para eles. 

O mestre pediu que os jovens o acompanhassem até uma sala especial na qual nenhum deles jamais havia entrado e todos se surpreenderam ao notar que a sala secreta, a respeito da qual teciam diversas conjecturas, estava completamente vazia. Logo depois que adentraram o recinto, o velho mestre deu uma orientação a alguns serviçais que estavam perto e eles carregaram para dentro da sala quatro bancos de madeira que foram encostados em cada uma das quatro paredes. 

O sábio fez sinal para que se sentassem e disse que iria lhes apresentar um problema, que o seu sucessor seria aquele que primeiro o resolvesse e que teriam até o pôr-do-sol para fazer isso. Se nenhum deles conseguisse encontrar a solução, seriam mandados de volta para as suas casas e o mosteiro seria fechado. A um sinal do mestre entraram dois homens fortes carregando um imenso, antigo e valioso vaso que foi colocado no centro da sala. Olhando para os jovens apreensivos ele disse apenas: “Resolvam o problema” e saiu  deixando a porta aberta.

Os candidatos à sucessão não tiveram chance de fazer qual quer pergunta e concluíram que o precioso objeto ocultava o problema. Os mais ágeis logo viraram o vaso para procurar alguma pista em seu interior, mas ele estava vazio e não havia nenhuma inscrição dentro dele. Então o viraram para olhar embaixo, mas a porcelana era tão branca e limpa como a do lado de dentro. A superfície externa do vaso era decorada, havia uma grande quantidade de traços delicados formando belíssimos desenhos e neles se fixou a atenção dos jovens durante horas e horas, sem chegarem a nenhum resultado. O dia já ia a cabo, eles estavam cansados, com fome e desanimados. O sol já principiava o seu declínio, tingindo o céu de matizes delicados de rosa, amarelo e vermelho.

Os discípulos cochichavam entre si, viravam e reviravam o vaso, mudavam de posição diversas vezes para vê-lo sob ângulos diferentes até que um deles se levantou de um salto e meteu o pé no vaso quebrando-o em vários pedaços. Os outros, aturdidos com aquela atitude, se lançaram sobre ele gritando e acusando-o de ter-lhes tirado a chance de resolverem o problema e terem um sucessor, mas, antes que o ferissem, ouviram novamente a voz do mestre que, parado à porta, ordenou que se afastassem do rapaz e, aproximando-se dele, olhou-o bem nos olhos, sorriu e disse: “Eis o meu sucessor!”. Os outros protestaram, dizendo que ele destruíra o vaso. O velho sábio sorriu novamente e lhes disse que aquele jovem intrépido, ao destruir o vaso, tinha resolvido o problema porque o vaso era o problema e explicou: “Por mais bonito, precioso e raro que um problema pareça, ele continua sendo um problema e requer uma solução. Enquanto vocês tocaram o vaso com cuidado, o alisaram, o acariciaram, o esquadrinharam tentando encontrar uma resposta mágica, esse discípulo fez a única coisa que poderia ser feita: identificou o problema, encarou-o e o resolveu. Se vocês se apaixonam pelo problema, vão tratá-lo com muito tato, vão ser delicados com ele, vão tentar decifrá-lo e, não conseguindo, vão se curvar diante dele e carregá-lo com vocês. Problemas existem para serem resolvidos.”.

Eu conheço essa história há muitos anos e aprecio o seu ensinamento. Muitas vezes nos apegamos aos problemas, damos a eles mais poder do que eles têm e deixamos que eles dominem a nossa vida, isso quando não acabamos tendo um caso de amor com eles e carregando-os nas costas, mostrando às outras pessoas o quanto somos infelizes, o quanto sofremos e como são pesados, difíceis e insolúveis os problemas que carregamos. Esse é um comportamento nocivo e perigoso. Não devemos fugir dos problemas e nem procurá-los, mas, quando eles se apresentam – e eles sempre se apresentam – não devemos nos apegar a eles e carregá-los. Nossa missão é resolvê-los, mesmo porque carregar um grande, delicado e precioso vaso de porcelana, ainda que ele seja lindo, é uma tarefa difícil demais e que nos afasta de nossa missão de nos melhorarmos sempre e contribuirmos para a construção de um mundo melhor. Para isso estamos aqui.

Isa Oliveira (Membro da Academia Guaçuana de Letras)

quinta-feira, 12 de abril de 2018

SOBREVIVENTE
Sou um sobrevivente
e vou contar por que:
Sou um brasileiro sobrevivente,
porque sobrevivi a quatro governos do PT.
Me roubaram tudo,
me deixaram sem nada,
fiquei sozinho na estrada,
fiquei sozinho na rua
com as costas nuas,
com os meus pés no chão,
sem roupas, sem água, sem pão.
Sou um sobrevivente,
assisti o meu País sendo roubado,
assisti a Petrobras sendo estuprada,
vi nosso dinheiro indo pro exterior
para beneficiar ditaduras
numa negociação impura,
numa ação que se desatina,
muitos políticos mergulhados na propina,
isto eu vi de fato,
mas surgiu a Lava Jato
pequena como criança
que encheu de esperança
os brasileiros de bem.
Olhei e não vi ninguém,
estava sozinho perdido,
fiquei assim encolhido
e tapei o meu ouvido
pra não ouvir o estampido
de uma arma qualquer,
vi criança, homem e mulher
perder emprego e dinheiro,
vi a inflação chegando,
o País se desmoronando,
nosso PIB foi a zero
por causa da roubalheira
vi nossa Nação inteira
por alguns sendo roubada,
fiquei sozinho na estrada
como quem não espera nada,
um simples sobrevivente
e vou contar por que:
Sou um brasileiro sobrevivente,
porque sobrevivi a quatro governos do PT.

Cícero Alvernaz (autor)
10-04-2018.

terça-feira, 27 de março de 2018

Marcos Cunha

Marcos Antonio Gonçalves da Cunha quando criança mais conhecido como Didi ou depois de adulto como Marcos Cunha.

Nascido em Mogi Guaçu filho de Antonio G. Cunha (Tonho Carpinteiro) e Josefa S. S. Cunha (Dona Fina) irmãos Carlinho Cunha, Antonio Carlos (Neno) e Rosangela (Tia Rô).

Criado livre com brincadeiras de rua, próximo a um centro esportivo (CERESC) tinha esportes, piscina e amigos, muitas aventuras na linha do trem da MOGIANA que passava próximo de  minha casa, pé de bocaiúva adorava  os coquinhos...,  pescaria de peneira no córrego três latão hoje Pedalinho (bairro São Camilo), muito medo de passar por baixo do pontilhão do trem que ficava na frente do cemitério do Jardim novo e acabava a aventura no Tancão da  CONSTRUMEC e na volta ia até o pé de  Tamarindo que  ficava  próximo ao Matadouro Municipal em direção a Aguai. Que saudade. 

Depois trabalhei na Fazenda Sete Lagoas na turma do Sr Otavio (Aqui é aonde o  filho chora e a mãe não vê) foi a primeira frase  que eu ouvi “Nossa que horror pensei..”, Trabalhei na padaria Bandeirantes, fabrica de tênis a SAAD , trabalhei 4 anos  com meu pai de carpinteiro (homem forte com valores honestos), em 1994 entrei na Prefeitura Municipal  como porteiro aonde trabalhei 24 anos (19 deles na  escola CAIC). 2002 voltei a estudar só tinha 7º ano, fiz eliminações de matérias, 2004 entrei na escola Pedro Ferreira Alves me formei como TEC em Meio Ambiente (pensei que salvaria o mundo), 2006 fiz TEC em Ciências Ambientais CEGEP, 2007 entrei na Faculdade Municipal Franco Montoro pra  estudar Engenharia Ambiental (que decepção por falta  de $$$$ tranquei minha faculdade  assim que  descobri que não salvaria o mundo), 2009 fiz ENEM como bolsista em Licenciatura Plena em Pedagogia  aonde conheci LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)  me formei  em Pedagogia  e  em LIBRAS,  2013 fui novamente “convidado” a sair da outra escola aonde estava trabalhando, desta vez  fui trabalhar na Secretaria Municipal de Cultura ande tive o convite para fazer um projeto pessoal na Biblioteca Municipal de uma Oficina de Contação de Historias.

O projeto me fez ter uma projeção por vários meios de comunicação (Jornais, TV, Mídias Sociais), eventos de Secretarias Municipais, Escolas (Emef, Emeis, Ceis e EJA), Instituições e varias ONGs, da Cidade e região.

Em fevereiro de 2018 me efetivei na Fundação Educacional Guaçuana FEG como Professor, escrevi e publiquei um livro Infantil “O Segredo da Lancheira” seu lançamento foi dia 10/03/2018 (reconhecimento da Câmara Municipal com voto de Aplauso de trabalhos prestados  como Guaçuano, contador de historias  e pelo o lançamento do Livro), sou pos graduando em Educação infantil e Educação Inclusiva (ênfase em Matemática), estou cursando pelo Pronatec INSTITUTO TECNOLÓGICO BRASILEIRO - ITB, turma Língua Brasileira de Sinais (interprete). 

Casado com Miriam de Oliveira Cunha há 22 anos e tenho uma filha Isabella G. Cunha. Sonho tenho muitos... Certeza não ter mais  o tempo que passou... Morador na mesma casa a mais de 40 anos, quatro gatos Paçoca, Nina, Nazaré e o Agregado (gatão).

Paixões profissionais, Matemática, histórias infantis e Libras

Contação de historias, eventos (019  99271 9128) zap

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domingo, 18 de março de 2018

TE AMO
Te amo,
amo você,
amo-te muito,
não sei por que.
Te amo,
disto eu sei,
tenho certeza
que te amarei.
Te amo,
vou sempre repetir,
qual relógio na parede
que fica sempre a insistir.
Te amo,
isto não posso negar,
enquanto forças tiver
estarei sempre a te amar.
Cícero Alvernaz (autor) 26-03-2016.

sexta-feira, 16 de março de 2018

LULA PRESO, SÓ EM SONHO! 
Esta noite eu sonhei que o Lula tinha sido preso e ninguém comemorava. Eu também não comemorei, aliás, o que eu quero e imagino que o Brasil também quer é a devolução dos bilhões, estejam onde estiverem e com quem estiverem. É disto que o Brasil precisa, pois a desculpa dos políticos é que o País não tem dinheiro, mas eles têm e não é pouco. É só pensar no que ganha um vereador. Imaginem só um político de "grande porte!". Esses políticos atuais estão acabando com o País. Repito aqui, vereador não deveria ter salário, ou melhor, nem deveria existir. Mas pela força da Lei Eleitoral eles existem e ganham milhões. E o Brasil continua seguindo ladeira abaixo. Nossos políticos são tão ruins que não conseguem fazer nem a Reforma da Previdência, que tinha que já ter sido feita há mais 30 anos. E ainda culpam o presidente Temer. (16-03-2018)