terça-feira, 30 de junho de 2015

Tristeza


O que é esta tristeza que chora em mim?
É a sensação de um parque que vai embora.
 Uma roda gigante que se agigante
e se desmonta encolhida num  coração apertado que, 
sem espaço pra bater,
bate somente em compasso de doer.
São olhos de janela aberta que não mostra imagens.
Algo que se queira imaginar sem, contudo, que haja paisagens.
É o desmanche dos espaços reservados pra alegria que,
mesmo criado pra brincar, criança nenhuma os olhos se voltam pra ver,

É o entoar difuso de música triste, num fim de tarde que se anuncia.
É a brisa que se espera em dia que não tem ventania.
É sorrir pra ser feliz quando a tristeza inventa
Que o sorrir é um triste ato que se apresenta,
Sem que os motivos estejam por vir.
Que tristeza é essa que quero longe...

Bem longe de mim? 

Henrique Campos (Membro da Academia Guaçuana de Letras)

terça-feira, 23 de junho de 2015

Reunião da AGL de junho de 2015

Dia 20 de junho de 2015 ás 15h em uma das sala da Faculdade Maria Imaculada, a Academia Guaçuana de Letras se reuniu para falar de literatura. Estiveram presentes os Acadêmicos Cícero Alvernaz, Fátima Fílon, Luís Henrique Rocha Campos, Afonso J. Santos, Maria Ignez, Rosely Rodrigues, Eliana Silva, Luiz Henrique Barzon e Paul Law. 

Houve a indicação de mais um membro para a Academia e a leitura de textos dos participantes, além do debate em relação a uma reportagem sobre a AGL. Também foi comentada a reportagem do jornal Tribuna do Guaçu que fazia menção ao trabalho poético do Acadêmico Luís Henrique Rocha Campos. Na oportunidade, a premiação da Academia Nogueirense de Letras, troféu "Formiga de Ouro" foi assunto entre os Acadêmicos. Confira algumas imagens cedidas pelo Acadêmico Cícero:






Fica o registro.
  

sexta-feira, 12 de junho de 2015

SE VOCÊ AINDA NÃO TEM UMA NAMORADA


Se você ainda não tem uma namorada
dá tempo de arrumar.
Procure pelas ruas,
no quintal, dentro de casa,
em cima do armário,
debaixo da cama
e você poderá encontrar
alguém que lhe ama
e que esteja disponível
para as brincadeiras do amor.
Mas o amor não é brincadeira!
É compromisso sério,
depois vira casamento
com direito a festa e padrinhos,
com direito a presentes
e muitos carinhos
na cama, encostado no muro,
em noite de lua cheia,
no claro e no escuro
sempre sempre apaixonados.
Se você ainda não tem uma namorada
e quer encontrar uma
não perca tempo
inicie já a procura,
consulte os classificados
do dia dos namorados,
faça um tour por aí,
procure sem pressa
e você poderá encontrar alguém
que lhe interessa.
Mas se você não quer
e procura ficar longe de mulher,
não tem importância.
Ninguém vai te julgar por isto
e você poderá ser feliz
mesmo assim.
Dê uma olhada no mundo,
se olhe no espelho, respire fundo,
pois não ter uma namorada
não é o fim do mundo.

Cícero Alvernaz (Membro da Academia Guaçuana de Letras)

terça-feira, 26 de maio de 2015

Reunião da AGL de maio de 2015

23 de maio de 2015 foi o dia do encontro mensal dos membros da Academia Guaçuana de Letras. A reunião foi marcada pela apresentação do novo Acadêmico Pedro e pelas tradicionais leituras de poesias e texto dos demais Acadêmicos. 

O Acadêmico Mauro Martins fez comentário sobre a editora que publicará os seus trabalhos. Por fim indicou os serviços aos demais membros da Academia Guaçuana de Letras. Cícero Alvernaz leu texto de sua autoria que fala sobre a atual situação das escolas no Brasil.  A Acadêmica Maria Ignez se emocionou ao ler um texto sobre a situação dos hospitais e da desvalorização da vida. O novo Acadêmico Pedro mostrou o seu conto baseado na mitologia grega e Mayra Fernandes o seu livro voltado ao público infantil. Diamantino Gaspar invocou o estatuto da AGL para ponderar algumas questões e a reunião terminou as 17 hs.

Veja algumas fotos:
Os Acadêmicos na "Oração Inicial"


Cícero Alvernaz em sua leitura

Bem-vindo, Pedro!


A Oração Final

Fica o registro.   

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O DESCASADO ALOPRADO


Um homem, uma mulher

Num universo sem fim...

Ele só, ela sozinha,

Entre os dois somente o sim.


Dum encontro tão fortuito 
"Eu quero, eu também quero"
E na dança se abraçaram,
No compasso de um bolero...

"Besa me, besa me mucho"...
Os passos se acertaram...
Ao pé do ouvido o sussurro
E não mais se separaram...

Ah! O delírio do amor!
Beijos, abraços, suspiros!
No rosto aquele calor...
Sede de sangue, vampiros...

E se mordem em gestos lúbricos...
Ele nela, ela nele...
Deixando manchas no corpo
E marcas por toda a pele...

Ele corre pro trabalho,
Ela cuida dos dois filhos.
E a família segue em frente
Como o trem por sobre os trilhos...

Mas há sempre um acidente:
O trem também descarrilha. 
Porém, se o trem tem conserto,
Não tem conserto a família...

Do casal nasceram quatro
Que a mãe gerou no seu seio, 
Mas Deus levou os do meio,
Sem dar tempo pro retrato...

Apesar disso, beleza!
Mas a família é um gueto
Fechado como um soneto
Em que não entra a destreza...

Quem não entra fica fora...
E de fora o mal sobeja...
Pra desmanchar a família,
O vilão tem de bandeja...

Tem de sobra o desgraçado,
Pessoa feita de peste,
Podre por dentro e por fora,
O leproso cafajeste...

E o demônio que não dorme
Fica aceso e acende a tocha...
Joga pro lixo a família
(Flor do ódio desabrocha)...

Hoje ele só, ela só...
Muito pior que o começo,
Pois agora metem dó, 
A vida foi um tropeço...

O encontro, desencontro
Gera inimigos mortais...
Quem dera fosse alegria
A constante dos casais...

Mas não. Sobra tristeza,
Depressão, falta de rumo,
Tal como parede torta
Que se ergueu fora do prumo...

Pior, porém, se os dois
Ficassem juntos sozinhos
Azedos feijão com arroz,
Escândalos para os vizinhos...

João Victor Rossi (Membro da Academia Guaçuana de Letras)        
    

terça-feira, 19 de maio de 2015

AS DOZE FACES DO ANO


No raiar do ano,
Sonhos e planos iniciam os passos,
A esperança avança pedindo espaço,
Este é JANEIRO.

Vem FEVEREIRO com as folias,
Tem menos dias, precede MARÇO.

As chuvas caem, o verão se vai, chega outono.
Começa ABRIL nasce o Brasil e o abandono.

Mães e Marias têm seus dias comemorados.
MAIO se finda, e dá boas vindas aos namorados.

Fogos, fogueiras,
Tem brincadeira,
Festa Junina, e JUNHO termina.

A estação do inverno é iniciada,
Árvores despidas folhas caídas pelas calçadas.
JULHO se despede para o AGOSTO que cede
suas noites menos geladas.

Aos pais a paz,
No céu fumaça,
E a brisa passa mais apressada.

Plantas se ajeiram,
De flores se enfeitam
É primavera
Se vai SETEMBRO.

OUTUBRO espera com confiança,
Tem as crianças e a padroeira.

Em NOVEMBRO tem nostalgia,
Celebra o dia,
Das despedidas, de quem a vida outrora perdera.

Já é crepúsculo,
O mês maiúsculo especial,
DEZEMBRO é luz
Nasce Jesus, é Natal.

Nas vidas e idas, chegadas e partidas,
Chegam as lembranças e a esperança, asas soltas,
E o ano se encerra, pois de novo,

A TERRA NO SOL DEU A VOLTA!!!

Ubaldino José dos Santos (Membro da Academia Guaçuana de Letras)