terça-feira, 13 de outubro de 2015

Dia do Escritor


Não querendo ser redundante, mas já sendo, escritor não é somente aquele que escreve, também, é aquele que tem o poder de influenciar. O escriba tem a virtude de persuadir, pois em cada frase escrita tem uma magia colocada por ele. Entretanto, esse encanto não é do mau e sim do bem, visto que em cada palavra há uma instigação/inspiração.

O autor de um texto, seja lá qual for, tem uma grande responsabilidade, porquanto ele traduz ao leitor o mundo e tudo que nele há. Suas palavras demonstram sentimentos, cores, linguagens, visões, opiniões e etc.

Por outro lado...

Uma grande responsabilidade pode ser um perigo, uma vez que o escritor poderá – dependendo do escrito – ser um formador de opinião. Tem muita gente sendo influenciada por escritorezinhos com más intenções. A opinião pública, muitas vezes, é formada (ou má formada) graças às influências negativas de certos escrevedores chatinhos, que são capachos de algumas mídias nacionais e/ou internacionais.

Meu objetivo aqui não é trazer luz a obscuridade de alguns autores, e, sim, homenagear todos de uma forma geral.

Portanto, amigos escritores, faço votos, para que vocês escrevam cada vez mais. Essa é a nossa missão. Escrevemos porque gostamos, e porque temos a necessidade de escrever. Registrar palavras, elaborar textos, tecer versos, apontar caminhos através da escrita, criar estórias, compor letras, é uma questão de sobrevivência.

Luís Braga (Membro da Academia Guaçuana de Letras)


Texto originalmente postado no blog do autor.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015


COMENTÁRIOS SOBRE O TEXTO "PLURAL DE TIL [~] 
RECANTO DAS LETRAS


06/09/2015 07:31 - David Fares
Parabéns pela lucidez e pela inteligência do texto, Mauro! Há muito não vemos nada semelhante por aqui. São textos deste jaez que valem a pena ser lidos, relidos, copiados e guardados! Um forte e tríplice abraço. David Fares.'.
Para o texto: PLURAL DE - "TIL" - (T5372329)

06/09/2015 03:09 - Stelo Queiroga
Muito bom mestre Martins ... Para ti tiro o chapéu ... Ante escritos tão ruins ... Aprendo aqui "pra dedéu" ...
Para o texto: PLURAL DE - "TIL" - (T5372329)


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

ESSÊNCIA
Gosto de escrever porque me divirto,
mas, sobretudo, porque me solto.
Me entoco, me invoco, me provoco,
me cubro e me descubro.

Quando escrevo sou mais eu,
sou dono do meu pedaço,
me faço e me refaço,
me afasto, me abraço,
me vou e me venho,
me rejeito e me tenho,
e não peço licença pra ninguém.

Alguém me disse
que eu não sei escrever.
E quem disse que eu quero saber?
O importante é alguém me ler
e entender a minha mensagem.

Na minha escrita o que conta é a essência,
tudo assim bem saltitante,
com palavras excitantes
num ziguezague sem fim.
Isto é o que vale pra mim.

Gosto de escrever porque me divirto,
mas, sobretudo, porque me solto
e consigo assim o meu intento,
e preencho assim o meu momento
de uma forma que compensa.
Na verdade, só escreve quem ama e pensa.

Cícero Alvernaz (autor) 05-10-2015.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

PROSA PARA PENSAR NOS SEGREDOS DA ALMA

PROSA PARA PENSAR NOS SEGREDOS DA ALMA



 PROSA PARA PENSAR NOS SEGREDOS DA ALMA


Mauro Martins Santos  - Membro fundador da Academia Guaçuana de Letras




Lembremo-nos que por vezes,

há necessidade em se dizer,
por meio de metáforas e parábolas


- assim sem se constranger -


o que nos é segredo da alma, e nos dói,
nem as caladas paredes podem saber;


O intransigível existe e se contrapõe


ao nosso campo de incisivas emoções,

Umas superáveis, outras nos justapõe

com o objeto do amor que um dia se foi.


As pessoas que mais amamos - às vezes achamos - que são as que mais 
nos decepcionam nos causam espanto ou surpreendem - por julgarmos 
que são, ou deveriam ser passivas - e esquecemo-nos fragorosamente 
que são humanas e clamam por ser livres.
Que não, como nós mesmos, suportam indefinidamente a prisão de anular-se
perante o mundo, nos subterrâneos de uma vida secreta, um Double de si mesmas.
E nisso somos inquietos, imediatistas, egocêntricos 
e incompreensíveis, 
na maioria das vezes.
Em estudo de causas, se verifica que os desenlaces afetivos recaem sobre esse fato: 
de partirmos do princípio que (nós) somos produtos acabados, 
protótipos aos 
demais semelhantes, e que (os outros) nos façam felizes quando quisermos, 
e não 
quando eles necessitarem serem feitos felizes.


É isto que escapa aos relacionamentos afetivos e os dentes, da engrenagem 
emocional, não se encaixam.
Porém a vida é paradoxal, como fosse experimental.
E calculo que realmente seja. Mormente no campo passional.
Nesse entendimento - é a inquietação do amor que em secreto - dá ao universo 
o movimento em revolução, antes de ser analisado como força 
avassaladora - mais quando amamos em segredo - como algo autoimune 
que nasceu conosco, extravasa o coração e explode em paixão.



É essa vertigem do amor secreto, que faz girar os mundos
e nos confunde como atormentados da inquisição,
à busca do erro ou pecado de nossa ardorosa paixão,
 vasculhando a penumbra subcorpórea  abrasada,
invadindo qual tenazes nossa mente desvairada
até as profundezas da mente e coração.

< >

Destarte toda perfídia do mundo, imaginamos ainda: se pudéssemos... 
Ah, se assim pudéssemos... retroagir todas as voltas da espiral do tempo
a reencontrar nosso grande amor;
isento de culpas, como um dia surgimos os dois. 
Reiniciarmos a contar as estrelas do ponto onde paramos...
No silêncio da noite, a neblina nos evolvendo, a lua viajando serena
entre nuvens rendilhadas no céu polvilhado em pó de prata.
Tu a buscares o abrigo e o calor dos braços meus. 
Estavas tão fria, tão fria a noite...
E ao longe alguém talvez amando como tu e eu, 
sofrendo ele a ausência de seu secreto amor,
- ao som de um violino cantava – no silêncio absoluto da noite – 
esta canção:
Queima no deserto o inclemente Sol,
Iluminando mais um dos dias esvaídos
Entre dunas e planuras intermináveis...
Queima minh’alma - do Sol a última chama
A clamar-te, já sob um céu de estrelas.

Meu horizonte secreto é uma vasta miragem,
A levar consigo meus sonhos e queixas,
Flano as asas em busca de tua imagem
Viva, sobre a aridez deste meu corpo.
Perfume flagrante tua doce lembrança deixas...

E do cansado lamento eu fiz meu segredo,
Para que tu fosses meu refrigério de encanto,
 Meu oásis, altiva rainha de soberana calma;

Meu celestial poema neste tórrido degredo,
Sombra de tamareiras, para minh’alma!



***


PRIMEIRO  LUGAR - PROSA 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Nossos escritores: Nunes Guerreiro

Nunes Guerreiro é professor, escritor e bibliotecário. Mora em Mogi Mirim/SP. Ficou conhecido nacionalmente com o vídeo da poesia “Eterno Estágio”, exibido TV Cultura, há 30 (trinta) anos, especificamente, pelo fato de abordar sobre a realidade de descaso dos políticos sobre nordeste brasileiro. O MAIS IMPORTANTE É QUE A ARTE PREVALEÇA!!! Vem recebendo congratulações de (quase) todos os estados do Brasil.  A vida, SEMPRE, deve prevalecer.

Eis o vídeo mencionado:

 Parabéns ao poeta!